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Por uma São Paulo mais solidária

Imagem do Google
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No inicio do mês de setembro, a imagem do menino sírio que foi encontrado morto em uma praia da Turquia dominou a internet. A morte do pequeno Aylan Kurdi*, com apenas 3 anos de idade, abriu os olhos do mundo e chamou a atenção para a maior crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial.

Os dados do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), mostram que em 2014 foram registrados 59,5 milhões de refugiados no mundo. O orgão alerta ainda para uma rápida aceleração desse fenômeno, pois só no primeiro semestre de 2015 cerca de mais de 300 mil imigrantes chegaram à Europa.

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Os destinos mais buscados pelos imigrantes são Grécia, França, Itália e a Inglaterra, mas é no Brasil que essas pessoas vem encontrando refúgio. Prova disso, são os números do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados), órgão ligado ao Ministério da Justiça, que já registou mais de 7 mil refugiados de 81 nacionalidades aqui nas terras tupiniquins. Entre as maiores comunidades de refugiados recebidos por aqui estão os sírios, com 23% do total, seguidos pela Colômbia, Angola, República Democrática do Congo, Líbano, Palestina, Libéria, Iraque, Bolívia e Serra Leoa.

Sempre de braços abertos, a capital paulista é a cidade com a maior população de refugiados do Brasil, até o momento são 3.276 pessoas registradas.

Foto: UNHCR / I. Prickett
Foto: UNHCR / I. Prickett

A maioria dessas pessoas são obrigadas a abandonar sua nação por diversos motivos, entre eles a guerra, a repressão politica ou religiosa e também a fome. É uma situação complicada que faz com que muitos deles viajem apenas com uma mala pequena, quando não apenas com as roupas do corpo.

Imagem Reuters
Imagem Reuters

Por isso, algumas instituições estão se mobilizando para ajudar essas pessoas a reconstruírem as suas vidas e um deles nos chamou muito a atenção por promover uma troca de experiências incrível, é o Abraço Cultural. O projeto é uma verdade um curso de idiomas com os refugiados, entre as aulas – que são ministradas duas vezes na semana – existem também oficinas e workshop sobre as tradições e a cultura dos professores, ou então atividades como culinária, dança, literatura, cinema, política e história.

Para se inscreverem e conhecer mais sobre o projeto o site deles é esse aqui: http://abracocultural.com.br/#sobre

Voluntários servem refeição para refugiados que chegam à estação de Munique, na Alemanha (Foto: Matthias Schrader / AP)
Voluntários servem refeição para refugiados que chegam à estação de Munique, na Alemanha (Foto: Matthias Schrader / AP)

Para quem prefere ajudar de outra forma, listamos abaixo alguns locais que recebem doações:

Os voluntários do Instituto de Reintegração do Refugiado Brasil, conhecido como ADUS, apoiam refugiados em São Paulo e aceitam doações em dinheiro ou bens como móveis ou roupas. Para maiores informações: http://www.adus.org.br/ Contatos: (11) 3225-0439 / (11) 94744-2879

As Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),presta serviço de acolhida ao refugiados no Brasil. Mais informações no site http://caritas.org.br/ Contatos: (11) 32413239 / casp.refugiados@uol.com.br

O projeto Missão Paz, dos Missionários de São Carlos, acolhe migrantes e refugiados na região central de São Paulo. A entidade aceita doações materiais ou em dinheiro. Contatos: (11) 3340-6950 / contato@missaonspaz.org

*A foto da morte de Aylan é muito chocante e decidimos por não posta-la aqui.

Thais Cunha

Sobre Thais Cunha

Sócio-fundadora do SP2GO. Amante da cidade, da sua história e das suas peculiaridades. Gosta de aproveitar tudo o que a cidade oferece e de vasculhar todos os seus cantinhos. Uma paulista que simplesmente não consegue se imaginar morando em outra cidade.

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